Friday, November 23, 2007


Com a sensibilidade à flor da pele, hoje vi uma cena que vai ficar para sempre marcada na minha lembrança.

O dia amanheceu frio... gelado.
Em pleno Novembro, não era isso que esperaria-se do clima.
Depois de dar a primeira aula do dia às oito da manhã da sexta-feira, resolvi ir até a padaria comprar um pãozinho com manteiga para matar a fome gigantesca por conta do café da manhã não tomado antes de sair correndo cedo de casa.

Do outro lado da rua, um casal.
A senhora carregava seu filho bem enroladinho em uma manta verde.
Geralmente, crianças, mães com bebês me chamam a atenção por sua beleza em si.
Mas esse casal com seu bebê foi diferente.
O pai, carregava a pequena bolsa da mulher e a abraçava com um dos braços.
Ela, de pele e o olhos claros, tinha um ar triste.

Os três entraram na padaria logo atrás de mim.
A padaria estava lotada.
Logo uma senhora ofereceu seu banco no balcão para a senhora com o bebê

Ela não aceitou.
Ao invés, encostada em uma pilastra, invisivel às pessoas apressadas que tomavam seu café no balcão, checava seu fiho constantemente em baixo do cobertorzinho.
E uma lágrima correu seu rosto.
O marido, de alguma forma a tentava consolar.

Que agonia.
O que haveria de ter acontecido?
Por que ela estava triste?
O que eu posso fazer para ajudar?
Ai, meu Deus!

Nesse turbilhão de pensamentos e sentimentos, peguei meu pedido e covardemente deixei a padaria.

2 comments:

Ilan said...

Que história...
Também fiquei triste. Nem foi preciso ser testemunha, suas palavras me fizeram ver a cena de perto.
Bjs.

Renato Lelo said...

...Como não dá mais pra saber o que aconteceu, imaginemos, com muita convicção, de que não passava de uma simples dor de cabeça...e fiquemos todos felizes como ela também está neste momento, é só acreditar!!