Thursday, April 17, 2014

O brilho do sol do lado de dentro da gente se chama sonho. (Rubem Alves)



… e hoje eu sonhei…

Sonhei com uma menininha que se chamava Alice e que se escondia num jardim…
… e depois sonhei com um coelho branquinho que comia flores coloridas e ria com a boca cheia delas.

Sunday, January 12, 2014

Felicidade não faz barulho


Sabe aquele texto que você queria muito ter escrito? Pois é… este que segue abaixo é um deles… 
Eu queria muito tê-lo escrito… 
Compartilho e agradeço Kamila Behling pela inspiração. 

"Não falta nada. Está tudo aqui. Os livros na estante, os pneus dos carros fazendo barulho na estrada enquanto chove, o solo da guitarra naquele rock clássico, as estrelas no céu, o pão na torradeira, até mesmo o clima de verão já chegou, veja só que dádiva! 


O amor está no peito, o sorriso nos lábios, nem sempre, só quando dá vontade. O coração permanece batendo no compasso, o preto e branco de certo dias, o brilho inconfundível de outros e as manhãs independentemente de qualquer coisa, carregadas de um ar não-sei-de-quê, que nos encoraja sempre ao recomeço.


A ferrugem no fusca velho estacionado na esquina, o blues da sexta-feira, a manga arremangada na hora de preparar o rango, o esmalte vermelho pela metade nas unhas, o caos da cidade grande, a simplicidade do interior amado, o pôr do sol de cada dia em qualquer lugar do mundo, em resumo: tudo em seu devido lugar e ordem, e supostamente, nada faltando.


O que nos falta é cessar com essa nossa mania de achar que alguma coisa sempre está faltando, de desconfiar que alguma coisa está errada quando tudo caminha silenciosamente bem, de não aceitar a neutralidade dos dias, dos sentimentos, das pessoas, da tristeza, da alegria, porque tudo conta, tudo é válido, tudo é como é por sua lei natural e cada uma destas coisas acontecem, com ou sem nossa percepção, e sempre irão acontecer, sendo assim, inquestionavelmente nota-se que aprender a conviver com elas é o mais indicado.


Mas sobre o que nos falta, posso citar algumas linhas: a humildade para compreendermos e aceitarmos que certas situações, alias, muitas delas, fogem do nosso comando, não dependem exclusivamente de nós, mas que fazer nossa parte e manter a mente tranquila a respeito dessa verdade é inevitável.


Falta-nos a compreensão de que o rio flui, e nós também.


Falta-nos a percepção de que somos parte de um todo e que esse todo é um complexo e intenso fluxo que circunda cada um de nós independente da nossa crença sobre ele ou não.


Sobretudo, de todas essas coisas que nos faltam, outras mil presentes em nós nos compensam, porque o amor sempre é maior, e o que seriam nossas atitudes se não amor? Erramos na tentativa de acertar, perdoamos a nós e a outrem por no fundo acreditarmos na boa intenção e no bom senso. Proporcionamos novas chances para os deslizes nossos de cada dia, para os vexames alheios, porque sabemos que visivelmente ou não, somos todos amor e nada mais.


Concluo com um pequeno detalhe que nos falta: compreender que nada nos falta. Entender que felicidade não é algo que chega, que vem, que aparece. Não é uma recompensa, não é uma meta de vida. Felicidade está sempre aqui, nasceu no mesmo dia e hora que você, habita teu corpo desde o teu primeiro momento neste mundo, bem como o amor.


Mas não espere que ela grite, cause cena e faça constante barulho de euforia, porque a felicidade, bem como o amor, é faísca, e faísca não faz barulho."

(Texto de Kamila Behling)

Wednesday, October 3, 2012

desistir

nem força tinha mais
nem vontade
de nada

se pudesse fecharia seus olhos
para, quem sabe,
abri-los num outro tempo

o sol entrava forte no seu quarto pela manhã
dias amarelos
quentes

cheios de vida
fora dela

dentro dela era vazio
um vazio regado pelas suas lágrimas
na insônia da noite

o passado não contava mais
e o futuro não existia
fincou suas raízes no presente

e o presente se foi
e mais uma vez, sentia o vento
suave e morno passar entre seus dedos

levando embora o que de bom um dia existiu
porque a alegria, assim como a tristeza
se alimenta do dia a dia.

Tuesday, June 26, 2012

noites de tormenta...

foi pela estrada
em uma noite fria de começo de inverno
que ela chorou
ao jogar seus sonhos fora
pela janela do carro

jurou
desistiu
chegou a querer morrer
tamanha a dor de viver
tanto o seu cansaço
em vão

e mais uma vez
conversou consigo
em sua solidão

e chorou mais um pouco
sentiu raiva
da vida
da vida que não ia para lugar algum
do fracasso
da ilusão
do dia seguinte que viria com certeza
e que seria igual a todos os outros
e faria o mesmo que vinha fazendo
só
sem nada

esse turbilhão
essa tormenta dentro dela
que roubava seu sono
que roubava seu brilho
estava ali mais uma vez
e estaria pra sempre

e faz tudo muito mais dificil
de se acreditar.


Friday, February 17, 2012

... e serão felizes



A concha fechada abre-se.

Uma pérola linda com brilho de estrelas raras.


A menina sabe que é hora.

É hora de ter a pérola em suas mãos.

Guardar sua preciosidade.

Ela sabe com quem quer dividir sua pérola.

Não é mais só.



Na noite enluarada de verão, a menina sente a brisa.

Uma brisa fresca e úmida com aroma de lavandas.



Sua alma está leve com a brisa.

Não há medo.

Não há incerteza.



A brisa perfumada traz sonhos...

Sonhos leves...

Sonhos para serem sonhados junto.

E serão.


Sem medo.

Sem incerteza.

E serão felizes.

Monday, July 25, 2011

... because she deserved something beautiful


"I remember an old catholic joke about a man who spent his whole life going to a church every day and prayed to the statue of a great saint begging "please, please, please, let me win the lottery." Finally the exasperated statue comes to life and looks down at the begging man and says "my son, please, please, please, buy a ticket." So now I get the joke, and I bought three tickets." (Elizabeth Gilbert - Eat, Pray, Love)

O desejo, o sonho, a idéia.
Estavam ali dentro dela há tanto tempo...
... esperando para nascer...
... esperando florescer.

Naquela manhã de novembro ela foi invadida pela beleza e pela plenitude de um dia azul colorido de amarelo, e o sentimento de que seria feliz, plena e cheia de vida como as cores daquele dia.

Dentro de si, ela nutriu a certeza de que havia descoberto seu caminho.
Seu destino.
Seus destinos.

O início do verão celebrado entre o círculo sagrado das pedras de Stonehenge confirmaram sua passagem para a nova estação.
Uma estação fértil de novos sonhos e de amor.
Confirmaram que seu coração fora curado e que já pertencia de fato àquele trazido pelas forças de serendipity.
Sua vida nova já havia começado, e ela estava pronta para vivê-la e desfrutá-la intensamente.

O vento irlandês soprou novamente a serenidade em seus pulmões e ela se encheu de paz.
Ali também ela encontrou seu amor.
Visitou sua essência.
(Re) Conheceu sua força.

E por fim, seu sonho primeiro.
Aquele herdado e prometido à avó.
Uma viagem no tempo.
À antiguidade da civilização; à sua própria história.
Sabores criados pelos deuses.
Lugares com aroma de mel.
A música do idioma.
A beleza das pessoas, da riqueza, das cores.
O calor do sol.
Todos seus sentidos. Invadidos. Satisfeitos.

3 destinos.
3 bilhetes.
O número do equilibrio.

Ela se viu pronta.
Sonhos realizados.
Novos sonhos nascendo dentro dela.
O coração preenchido.
Sua força renovada.

Ela era enfim, a nova e melhorada versão de si mesma.

"I'm choosing happiness over suffering, I know I am. I'm making space for the unknown future to fill up my life with yet-to-come surprises."
(Elizabeth Gilbert - Eat, Pray, Love)



Monday, June 6, 2011

too busy...



... being happy!