Friday, June 11, 2010

... o décimo primeiro ciclo...


minha vida tem ciclos de 3 anos.
foi num desses que me perdi.
quando a gente se perde, tenta fazer o caminho de volta até um ponto conhecido de onde se possa voltar a caminhar.

11 é o numero das pernas andando... andando novamente.
somados, 1 e 1 são dois.
numero de união... do fim da solidão.
é numero do dia em que nasci.
3 vezes 11 é a combinação do equilibrio com a caminhada.
números que dariam uma bela mandala...

estou voltando a um ponto conhecido antes de me perder.
quero seguir caminhando.

hoje, tive surpresa dos meus alunos queridos do 3. ano da FECAP com direito a bolo, parabéns, bombons de presente e velinha de 18!!!
teve almoço com o pai...
o passeio com o cachorro...
o encontro com os amigos...
as palavras, os desejos, as intenções...
a primeira estrela que apareceu...
tudo tudo feliz!

sim sim... meu décimo primeiro ciclo começa assim... abrindo portas... trazendo amor, saúde, paz...
e disso eu gosto muito!

Monday, June 7, 2010

o caminho de volta...

Como de surpresa percebi que ser feliz é questão de opção.

Não tão simples quanto parece, porém.

Há que se reunir todas as suas observações e apontamentos sobre a vida, sobre si e sobre seus relacionamentos e decidir-se...

Decidir deixar de fora as pessoas que usam de artificios para ficar perto das outras e fingem gostar de si mesmas e também de quem está por perto.

Decidir enxergar que ajuntamento de pessoas não significa amizade, pois se o fosse, a distância não impediria que continuassem juntas, e também não aconteceria que seus corações e ouvidos fossem enfeitiçados pelas artimanhas maldosas e amargas de terceiros que sentem prazer na intriga e na desunião. Não, um não bem forte e decidido para isso tudo.

Ser feliz é opção.

Decidir deixar ir... o amor... o tempo... a dor.
Foi tudo. Foi em paz.

Decidir não sofrer mais por aquele que se aninhou em seu ventre. E sentir-se feliz por te-lo amado.

Decidir (re)encontrar o caminho de casa... e da cachoeira... e do por-do-sol... e do abraço da amiga e do antigo e eterno amor.

Decidir sentir o vento frio no rosto e o sabor da chuva nos lábios... como o beijo de um bom presságio.

Ser feliz é opção... de agradecer pelo aroma da lavanda... o legado da avó... do pai... da mãe e a saudade presente da irmã...

Ser feliz é opção... de tentar fazer dar certo... de abrir uma nova porta e aceitar que seu destino é ser feliz.

Sim.

Eu decido... ser feliz.

(foto: por Dra. Tormenta em Lambari... meu caminho de volta - junho/2010)

Friday, May 14, 2010

talvez... simplesmente


Não há urgência.
Há inquietude.

Inquietude que cala.
Que arranha o coração a cada dia.
Que tira a voz e traz rouquidão.

Dificil saber o que é.
Certas coisas são tão óbvias que chegam a cegar.

Montanha-russa de sentimentos.
Não é o tempo que vai curar.
A morte talvez.

Talvez sair por aí sem rumo.
Talvez uma viagem interna.
Talvez a simples decisão de tentar ser feliz.

Sem medo.
Simplesmente.


She acts like summer and walks like rain
Reminds me that there's a time to change
Since the return of her stay on the moon
She listens like spring and she talks like June
(Train - Drops of Jupiter)

Wednesday, March 24, 2010

Meu silêncio


Não.

Não espere que eu lhe diga como eu me sinto e o que estou pensando.

Olhe nos meus olhos, minha alma lhe dirá.

As palavras saem de mim como um parto forçado, rasgando e arrancando pedaços.

Fazendo chorar.


Escute meu silêncio e leia meus gestos.

Não vou falar.


Não consigo.


Vou falar sobre amenidades, sobre o tempo e o trabalho.

Mas tudo tem um só sentido.

Você precisa saber interpretar.


Se não souber, posso te ensinar.

Meus símbolos são bonitos.

Mesmo os mais tristes.


Se você quiser posso te mostrar.

Mas por favor, não espere, não me espere falar.


Eu vou sentir.

Até chorar.


Na hora de rir, vou te procurar

Mas quem eu sou de verdade, o que sinto aqui dentro,

Me desculpe, não consigo te contar.


No meu silêncio sou inteira.

É só ler no meu olhar.


Sunday, February 21, 2010

Caledonia


I don't know if you can see
The changes that have come over me
In these last few days
I've been afraid
That I might drift away

I've been telling old stories, singing songs
That make me think about where
I've come from
That's the reason why I seem
So far away today

Now I have moved and
I've kept on moving
Proved the points that I needed proving
Lost the friends that I needed losing
Found others on the way

I have kissed the fellas and left them crying
Stolen dreams, yes, there's no denying
I have traveled hard, sometimes with conscience flying
Somewhere with the wind

Now I'm sitting here before the fire
The empty room, the forest choir
The flames have cooled, don't get any higher
They've withered, now they've gone

But I'm steady thinking, my way is clear
And I know what I will do tomorrow
When hands have shaken, the kisses float
Then I will disappear

(música linda de Dougie Maclean que fala muito desse momento na minha vida... http://www.youtube.com/watch?v=L8IwBlgxyss)

Monday, February 15, 2010

As simple as that...


"He awoke each morning with the desire to do right, to be a good and meaningful person, to be, as simple as it sounded and as impossible as it actually was, happy.

And during the course of each day his heart would descend from his chest into his stomach.

By early afternoon he was overcome by the feeling that nothing was right, or nothing was right for him, and by the desire to be alone.

By evening he was fulfilled: alone in the magnitude of his grief, alone in his aimless guilt, alone even in his loneliness.

I am not sad, he would repeat to himself over and over, I am not sad.

As if he might one day convince himself.

Or fool himself.

Or convince others--the only thing worse than being sad is for others to know that you are sad.

I am not sad. I am not sad.

Because his life had unlimited potential for happiness, insofar as it was an empty white room.

He would fall asleep with his heart at the foot of his bed, like some domesticated animal that was no part of him at all.

And each morning he would wake with it again in the cupboard of his rib cage, having become a little heavier, a little weaker, but still pumping.

And by the midafternoon he was again overcome with the desire to be somewhere else, someone else, someone else somewhere else. I am not sad." — Jonathan Safran Foer

Friday, January 29, 2010

Uma luz do chão


A chuva continuou.
Desde aquele dia.
Sentia que eram as lágrimas da sua alma que se colocaram a chorar sem nunca parar.
Tamanha era sua tristeza.
Sua saudade.

Enfiara-se num canto escondido de si mesma que só ela sabia.
Quem a via de fora não enxergava.
Era tão profundo... que por vezes ela mesma sentia que não conseguiria voltar.

Às vezes até queria voltar.
Mas dava uma preguiiiiça...

Às vezes não queria nem saber, afinal, que mundo é esse... que vida é essa... que levam da gente a juventude, a alegria, o viço, as pessoas queridas, a fé?!?!
Perdeu tudo isso.

E a chuva continuava sem cessar... como uma insistente lembrança do vazio.
O cuidado da mãe... o olhar da mãe (Como cena final de "Onde vivem os monstros")... a mão da mãe a pegaram com carinho.
Cuidaram... trataram suas feridas.
Ardeu tanto!
Sua voz macia disse que ela poderia sair de onde estava.
Que era seguro.

Mas e a chuva?
Ela não pára!

E a saudade?
Ela não passa!

Era tão fácil conversar com algumas pessoas...
Com a amiga-irmã de alma...
Com a nova amiga querida, acompanhadas de cafés, capuccinos e bolo de cenoura.
A conversa agradável... leve... a leitura sobre arte e poesia (essência do seu ser) e a música com lembrança da infância... realmente, uma luz do chão...

Mas ainda chove...
Talvez ainda chova por mais algum tempo.
E a saudade de tudo com certeza não irá embora.

Pelo menos existe luz...
Luz de Raquel... Luz de Flávia... Luz de Lina...