Wednesday, December 17, 2008

Onde fica seu estômago?



Eu não sabia onde ficava meu estômago até ele doer ontem à noite...

Uma dor horrível.

Achei que eu estava morrendo e que meu coração estava dando o último tic-tac...

Apavorei.

De manhã fui ao hospital e estava lá: gastrite...

A causa? Sei lá... ou melhor, devo saber, mas ainda não sei que sei.

O fato é que dói. Não dá pra ignorar.

Agora é tomar remédio... parar de comer meus tomates... nada de laranja ou limão espremido com água com gás.

Um saco!




Thursday, November 27, 2008

Sweet November


Um mês frio antes do verão.

Tanta chuva, meu Deus!

E o vento?!

Ontem eram quase 8 horas da noite e tudo ficou amarelado, claro como dia... Eu e a Lôra até pensamos ser o fim do mundo e fomos pra rua ver...

Muito estranho.

O tempo voou mais rápido.

Semana que vem já é dezembro e falta menos de um mês para o Natal!


Hoje é dia de Ação de Graças.

Mesmo que não seja um feriado da nossa cultura, e que para muitos isso não faça sentido algum, quero agradecer por hoje ser quinta-feira...

... e porque apesar de tudo, Novembro foi um mês doce...

com aniversário do meu pai, da minha avó que fez 91 aninhos, com a visita da minha mãe, um sábado delicioso com a Flávia, com a correria na escola e a presença diária das minha queridas...

e claro, o leite morninho adoçado com açúcar mascavo que a Paduan leva pra mim toda quinta-feira...


o que mais eu poderia querer???

Sunday, November 2, 2008

A arte de correr na chuva


Bem que eu queria comentar a corrida de hoje.
Mas a corrida de hoje não merece comentários.

Quero comentar esse livro lindo que eu estou lendo e que fala bastante de Fórmula 1 também.

"A arte de correr na chuva" é um livro sobre o dia a dia de um cachorro-filósofo e de como sua percepção sobre a vida faz a diferença.

Para degustar:

" Ela me fez usar as asas de abelha que tinha usado no Halloween anterior. Vestiu sua roupa cor-de-rosa de bailarina com saia de tule, o colant e as meias. Fomos, então, para o quintal dos fundos e corremos até seus pés cor-de-rosa ficarem completamente sujos de terra. (...) Nós dançamos e rimos e corremos e fingimos que éramos anjos."
E todos, no fundo, queremos a simplicidade de ter o pés sujos de terra e sonhamos em ser anjos...



Wednesday, October 22, 2008

Cantos do Pássaro Encantado


Sobre o nascimento, a morte e a ressurreição do amor


Todos sabem do meu amor e admiração por Rubem Alves.

Estou lendo esse livro dele há menos de uma semana e já estou quase acabando.

Hoje li um texto com título de "A Alma".

Vou deixar um pedacinho aqui...

... para eu lembrar sempre...

... para vocês degustarem um cadinho...

... para homenagear esse escritor e pessoa linda que ele é.


"... Foi por isso que à surpresa seguiu-se a saudade. Ele se viu diante de um passado ao mesmo tempo desconhecido e conhecido. É por isso que, às vezes, a gente sente saudade sem saber de quê. Como se do passado viesse um perfume que toma conta do corpo - mas não conseguimos ver o lugar de onde ele vem, não sabemos o seu nome. Sentimos saudades do que não sabemos."


Talvez seja por isso que essa semana eu desenterrei fotos queridas de um passado querido, e talvez seja por isso que quando aquela música toca no rádio traz um gosto bom e um cheiro de dias felizes...


... Muita saudade!

Thursday, October 16, 2008

Um dia de sorvete, mesmo


Dias quentes em São Paulo são insuportáveis.

Em plena primavera as temperaturas passaram dos 30 graus esses últimos dias.

É muito asfalto, muita pedra, muito concreto... e a sensação térmica é a de se estar num forno assando.


Hoje, pintei as unhas de vermelho, vesti saia florida e sandália rasteira, trancei o cabelo e escolhi de sobremesa, um picolé...


Voltando para o trabalho, eu e meu picolé, passei por uma menininha que ia para a escola... de bermudinha e rabinho no cabelo... ela olha para mim, para meu sorvete e fala para a babá:


"É, hoje tá um dia de sorvete, mesmo!"


Menininha inteligente.


Nota 10 pra ela!

Monday, October 6, 2008

Blindness


Esse sábado fui assistir "Ensaio sobre a Cegueira".

Filme, bom. Forte.

Já vale só pelo Mark Ruffalo.

E vale mais ainda por fazer pensar.


E pensei...


... o ser humano tem sim uma natureza destrutiva em si que está prestes a aflorar assim que se tenha a oportunidade.

Nem digo que seja necessário se encontrar em uma situação extrema como a do filme. Basta uma fechada no trânsito, uma palavra mais dura, o sentimento de medo, o sentimento de superioridade, o sentimento de inferioridade, o de injustiça, o de tirar vantagem de tudo a qualquer preço...


VEJA o que fizemos com o planeta... com o rio Tietê (que é cenário do filme e cenário do meu dia a dia)

VEJA o que fazemos com os outros... segregamos o que é diferente... julgamos e condenamos.


... o que salva (ou não) o ser humano é seu afeto...


Se eu te gosto... te cuido... te acho lindo... te levo pra casa... te alimento...


E sempre existe a esperança de voltar a enxergar.

Thursday, September 18, 2008

Afeto


As pessoas me afetam de tantas maneiras...


... tem aqueles que me afetam falando tanto e repetindo a mesma coisa um milhão de vezes de um milhão de maneiras diferentes.


... aqueles que elogiam a roupa cinza, marrom, azul... e se for lilás então, sai debaixo...


... tem outros que me afetam porque se empolgam tanto que até escrevem na parede da escola... !!!!!!


... tem aquela mãe que nunca está presente, nem mesmo no aniversário do filho... e o filho que já se acostumou com isso... coisa que eu não entendo, não entendo, não entendo...


... aquele outro que passa e estica o olho no lanche corrido do colega e faz cara de fome, tendo acabado de comer um almocinho gostoso em casa...


... por outro lado, tem também aquele que tem o coração do tamanho do mundo e vai lá limpar a parede que o outro escreveu...


... tem uma que deixou sua própria vida de lado para cuidar da mãezinha idosa no hospital...


... outra que salva cachorrinhos largados na rua e cuida deles...


... tem algumas pessoas tão queridas que fazem falta quando estão longe, mesmo que seja só por algumas horas... que se preocupam umas com as outras, que dançam, cantam, que melindram, que choram, que riem, bebem e comem juntas...


... tem outros longe, que são parte de mim e que eu levo onde eu vou... que fazem meu coração bater e lágrimas saltar só de pensar, ou de ouvir a voz por telefone...


... meus afetos
... me afetam.